A pesquisa Senado SP mais recente disponível até o momento é o levantamento Datafolha divulgado em 24 de setembro de 2026, quatro dias antes de Ricardo Salles anunciar sua desistência da candidatura ao Senado paulista. Esse intervalo de tempo é importante para entender o que os números representam e o que ainda não é possível afirmar sobre o novo cenário eleitoral.

O instituto ouviu 1.610 eleitores em 65 municípios do estado de São Paulo, entre 22 e 24 de setembro de 2026. A margem de erro do levantamento é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no TSE sob os números SP-03730/2026 e BR-09355/2026.
Os números do Datafolha de 24 de setembro
Segundo essa pesquisa Senado, o quadro entre os principais nomes ficou assim: Marina Silva (Rede) aparecia com 15%; Simone Tebet (PSB), com 14%; André do Prado (PL), com 12%; e Guilherme Derrite (PP), também com 12%. Ricardo Salles (Novo) tinha 4% das intenções de voto, seguido por Geraldo Rufino (Podemos), com 3%.
Entre os demais candidatos Senado SP, Marcio Alves, Soninha Francine, Dra. Eliana Ferreira, Maíra de Souza e Guto Schiavetto registraram 2% cada um. William Teixeira apareceu com 1%, enquanto Ednelson Cesaretti, Petter Maahs e Weller Gonçalves não pontuaram no levantamento. Os eleitores que se declararam indecisos somavam 15%, e os que indicaram voto em branco, nulo ou nenhum candidato representavam 14% do total.
Diante da margem de erro de dois pontos, a diferença entre Marina Silva, Simone Tebet, André do Prado e Guilherme Derrite configura um empate técnico. Isso significa que, dentro da margem estatística, não é possível afirmar com precisão qual desses nomes está de fato à frente, embora os percentuais informados sejam diferentes entre si.
Comparação com o levantamento de 11 de setembro
Na pesquisa anterior, divulgada em 11 de setembro, Marina Silva e Simone Tebet apareciam empatadas em 13%, André do Prado tinha 11% e Guilherme Derrite, 10%. A comparação entre as duas rodadas mostra uma leve movimentação de todos os quatro nomes para cima, mas manteve a configuração de disputa acirrada entre eles, sem alteração na ordem geral do grupo à frente.
A desistência de Ricardo Salles e o apoio a Derrite e Prado
Quatro dias após a divulgação do Datafolha de 24 de setembro, em 28 de setembro, foi anunciada a desistência de Ricardo Salles senador pelo Novo. Com a saída da disputa, Salles passou a apoiar publicamente as candidaturas de Guilherme Derrite e André do Prado ao Senado por São Paulo.

Esse movimento ocorreu depois do fechamento da coleta de dados da pesquisa mais recente disponível, o que significa que os 4% atribuídos a Salles no levantamento de 24 de setembro não refletem, em nenhuma medida, o efeito de sua saída da corrida eleitoral.
Por que não é possível prever a migração dos votos
Não existe, entre as fontes utilizadas para esta reportagem, nenhuma pesquisa posterior à desistência de Salles que tenha medido para onde os eleitores que declaravam apoio a ele podem ter direcionado suas intenções de voto. Por esse motivo, não é correto simplesmente somar os 4% de Salles aos números de Derrite ou de Prado, nem afirmar que um dos dois foi beneficiado em maior proporção.
A decisão de um candidato de apoiar outros dois nomes é um indicativo político, mas não garante que todos os eleitores que o apoiavam sigam essa orientação. Parte pode migrar para Derrite, parte para Prado, parte pode redirecionar o voto para outros candidatos do levantamento, e outra parte pode passar a compor o grupo de indecisos ou de votos em branco e nulo. Sem uma nova pesquisa de campo realizada após 28 de setembro, qualquer estimativa sobre essa distribuição seria especulação, e não dado de pesquisa.
O que uma pesquisa eleitoral representa
É importante reforçar que uma pesquisa Senado como o Datafolha é um retrato do momento em que foi realizada, e não uma previsão fechada do resultado final da eleição. A margem de erro de dois pontos percentuais existe justamente para indicar que os números divulgados têm uma variação estatística associada, e o empate técnico entre os primeiros colocados reforça que a disputa segue em aberto.
Fatores como a saída de um candidato, mudanças de aliança e o próprio andamento da campanha podem alterar a dinâmica da disputa entre os candidatos Senado SP, mas esses efeitos só podem ser mensurados com precisão por meio de novos levantamentos de opinião, feitos após o evento em questão. Até que isso ocorra, o cenário mais atualizado com base em dados de pesquisa segue sendo o divulgado em 24 de setembro, com a ressalva expressa de que a candidatura de Ricardo Salles não está mais em disputa.
Acompanhar a divulgação de novos institutos de pesquisa será a forma mais adequada de verificar se, e como, o apoio de Salles a Derrite e a Prado se traduz em variação real de intenção de voto nas próximas semanas da campanha.
Fontes consultadas
- https://www1.folha.uol.com.br/poder/2026/09/datafolha-marina-tebet-andre-do-prado-e-derrite-mantem-empate-na-disputa-pelo-senado-em-sp.shtml
- https://noticias.uol.com.br/eleicoes/2026/09/28/salles-desiste-de-candidatura-ao-senado-por-sp-e-vai-apoiar-derrite-e-prado.ghtm
- https://datafolha.folha.uol.com.br/eleicoes/2026/07/81-nao-citam-espontaneamente-voto-para-senado-em-sao-paulo.shtml
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