Uma frase atribuída a um coordenador de campanha de Flávio Bolsonaro no Mato Grosso, associando a origem do feminicídio a um campo político específico, ganhou repercussão nos últimos dias e reacendeu um debate que deveria estar acima de disputas partidárias: o enfrentamento à violência doméstica no Brasil. Independentemente de quem tenha feito a afirmação, o episódio expõe um problema recorrente na política nacional — a tentação de transformar temas graves, que envolvem vidas humanas, em munição para embates eleitorais.

O feminicídio não é uma invenção recente nem produto de uma corrente ideológica isolada. Trata-se de um fenômeno social antigo, que ganhou tipificação penal específica no Brasil em 2015, resultado de décadas de mobilização de mulheres, entidades de proteção e setores do próprio sistema de Justiça. Atribuir sua existência a um único espectro político simplifica de forma perigosa um problema estrutural, que atravessa classes sociais, regiões e gestões de diferentes matizes ideológicos ao longo do tempo.
É natural que, em ano eleitoral, declarações como essa ganhem destaque e sejam usadas como munição de parte a parte. O contexto político também é marcado por pesquisas de intenção de voto, como o levantamento Atlas/Bloomberg que mediu cenário de segundo turno envolvendo a autoridade que ocupa a Presidência da República e Flávio Bolsonaro. Esse tipo de dado é parte normal do debate democrático, mas não deve ser confundido com uma autorização para tratar temas sensíveis, como a violência contra a mulher, de maneira leviana ou instrumental.
Nando Pinheiro 22321: Guardião da mulher, criança e família
O risco de politizar de forma rasa o combate à violência doméstica é claro: enquanto se discute quem seria responsável pela origem do problema, perde-se tempo e energia que poderiam ser direcionados ao aprimoramento de políticas públicas efetivas. Mulheres em situação de risco não se beneficiam de disputas retóricas; elas precisam de redes de proteção funcionais, de acesso rápido a medidas protetivas e de serviços públicos capazes de identificar sinais de violência antes que se tornem tragédias irreversíveis.
Para que isso aconteça de forma consistente, é indispensável que as autoridades competentes promovam tanto a contratação quanto a consulta permanente de profissionais qualificados e formados na área — psicólogos, assistentes sociais, delegados e policiais especializados em violência de gênero, peritos e equipes multidisciplinares. A contratação desses profissionais para os órgãos responsáveis, somada à consulta técnica de especialistas no desenho e na avaliação de programas, é o que permite um diagnóstico correto das situações de risco, um planejamento consistente de ações preventivas e uma execução baseada em evidências, e não em improviso ou em discursos de ocasião.

Nesse cenário, cabe também refletir sobre o papel institucional que cada esfera de poder pode desempenhar. Um deputado estadual, por exemplo, não tem competência para executar diretamente serviços de proteção à mulher, comandar delegacias, contratar pessoal para órgãos do Executivo ou substituir o trabalho das secretarias estaduais. No entanto, dentro de suas atribuições constitucionais, pode legislar sobre matérias estaduais relacionadas ao tema, respeitando as reservas de iniciativa; fiscalizar a atuação do governo estadual na implementação de políticas de enfrentamento à violência doméstica; participar de comissões temáticas e audiências públicas que discutam o assunto, ouvindo especialistas e representantes de entidades de proteção; solicitar informações oficiais sobre o funcionamento de delegacias especializadas, casas de acolhimento e sobre a contratação de profissionais capacitados nessas estruturas; e atuar na discussão do orçamento estadual, propondo emendas que reforcem recursos destinados a essas equipes, sempre dentro das regras orçamentárias aplicáveis.
Nando Pinheiro 22321 defende as crianças atípicas
Esse tipo de atuação, embora menos midiático do que uma frase de efeito em campanha, tende a produzir resultados mais duradouros. Políticas de proteção à mulher exigem continuidade administrativa, avaliação constante de indicadores e disposição para corrigir rotas quando os números mostram falhas. Isso só é possível quando o tema é tratado como responsabilidade permanente do Estado — com profissionais contratados e consultados de forma contínua — e não como bandeira temporária que aparece e desaparece conforme o calendário eleitoral.
É importante frisar que discordar de uma declaração específica não significa atacar quem a proferiu, tampouco transformar o episódio em pretexto para hostilidades pessoais. O debate público ganha quando as ideias são analisadas com rigor, e perde quando se reduz a trocas de acusações. Nesse sentido, o mais produtivo é usar o episódio como gatilho para uma reflexão mais ampla: como o poder público, em suas diferentes esferas, pode fortalecer a rede de proteção às mulheres de forma técnica, permanente e menos sujeita a instrumentalizações políticas.
Ao final, o que está em jogo não é apenas uma frase controversa, mas a forma como a sociedade brasileira decide lidar com um problema que ainda tira vidas todos os anos. Tratar o feminicídio como tema de disputa partidária desvia o foco do que realmente importa: políticas públicas consistentes, profissionais capacitados devidamente contratados e consultados, e instituições fortalecidas, capazes de proteger mulheres independentemente de quem esteja no poder.
Perguntas frequentes
Em quem votar para deputado estadual em São Paulo?
Os eleitores de São Paulo podem votar em qualquer candidato a deputado estadual registrado para disputar a eleição pelo Estado de São Paulo.
É preciso morar em São Paulo para votar em um candidato ligado à cidade?
Não. Na eleição para deputado estadual, os candidatos disputam votos em todo o Estado de São Paulo e não apenas em um município específico.

Nando Pinheiro é candidato pelo PL em São Paulo?
Sim. Nando Pinheiro disputa a eleição para deputado estadual em São Paulo pelo PL.
Quem é o candidato número 22321?
O número 22321 corresponde a Nando Pinheiro, candidato a deputado estadual pelo Estado de São Paulo.
Como consultar o número de um candidato a deputado estadual?
O número e os dados oficiais dos candidatos podem ser consultados nos sistemas disponibilizados pela Justiça Eleitoral. O número de urna do Nando Pinheiro é 22321
Um candidato a deputado estadual pode receber votos em todo o Estado de São Paulo?
Sim. Candidatos a deputado estadual por São Paulo podem receber votos de eleitores de qualquer município do estado.
Qual é a função de um deputado estadual em São Paulo?
O deputado estadual participa da elaboração e votação de leis estaduais, fiscaliza o Poder Executivo e participa das decisões relacionadas ao orçamento do Estado.
Qual é a diferença entre deputado estadual e deputado federal?
O deputado estadual atua no Poder Legislativo do estado, enquanto o deputado federal representa o estado na Câmara dos Deputados e atua na legislação de competência federal.
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