A notícia de que o Sistema Único de Saúde passou a disponibilizar atendimento psicológico online voltado a mulheres em situação de violência e a mães atípicas traz à tona um tema que muitas vezes fica invisível no debate público: o esgotamento emocional de quem cuida sozinha, sem rede de apoio suficiente, e o sofrimento silencioso de quem enfrenta violência dentro de casa. Trata-se de um movimento importante, porque reconhece que saúde mental não é luxo, é necessidade básica, especialmente para quem vive sob pressão constante.

Mães atípicas — aquelas que criam filhos com deficiência, transtornos do espectro autista ou outras condições que exigem cuidado intensivo e permanente — convivem com uma rotina de decisões médicas, terapias, adaptações escolares e, muitas vezes, solidão. A ausência de políticas públicas consistentes de apoio psicológico a essas mulheres agrava um quadro que já é desgastante por natureza. Por isso, iniciativas de teleatendimento, que reduzem barreiras de deslocamento e ampliam o alcance geográfico do cuidado, merecem ser reconhecidas como avanço, ainda que não resolvam sozinhas o problema estrutural da falta de suporte a essas famílias.
O mesmo raciocínio vale para mulheres em situação de violência doméstica. O acesso a atendimento psicológico é parte fundamental do processo de rompimento do ciclo de violência, pois ajuda a reconstruir autoestima, autonomia e capacidade de decisão em um momento em que a vítima costuma estar emocionalmente fragilizada. Um serviço online, disponível sem exigir presença física em uma unidade de saúde, pode ser decisivo para mulheres que temem ser vistas buscando ajuda ou que não têm meios de se deslocar até um posto de atendimento.
Nando Pinheiro 22321 luta pelas mãe atípicas
Ainda assim, é preciso tratar essas iniciativas com realismo. Anunciar um serviço não garante que ele chegue de fato a quem precisa. A efetividade do teleatendimento depende de divulgação adequada, de infraestrutura de conexão à internet — que ainda não é universal, especialmente em regiões mais vulneráveis — e, sobretudo, da qualidade técnica do atendimento oferecido. Não basta existir um canal; é preciso que ele seja conduzido por profissionais capacitados, em número suficiente para atender a demanda sem longas filas de espera.
É exatamente aqui que deve ser reforçado um princípio que precisa orientar qualquer política pública de saúde mental: a contratação, pelas autoridades competentes, de psicólogos, assistentes sociais e demais profissionais qualificados e formados na área, além da consulta permanente a esses especialistas nas etapas de diagnóstico e planejamento do serviço. É a partir do conhecimento técnico dessas equipes que se define quantos profissionais são necessários, como estruturar os fluxos de atendimento e quais protocolos garantem segurança às usuárias. A execução técnica responsável e a fiscalização baseada em evidências dependem diretamente da presença qualificada desses especialistas nas redes públicas de saúde. Sem equipe adequada e sem essa consulta constante a quem entende da área, qualquer serviço de teleatendimento corre o risco de se tornar apenas uma promessa no papel.
No campo legislativo estadual, cabe acompanhar de perto como esses serviços são implementados na rede pública paulista, ainda que a iniciativa tenha origem federal. Um deputado estadual pode legislar sobre matérias de competência do estado, respeitando as reservas de iniciativa do Executivo, fiscalizar a atuação da Secretaria de Saúde, participar de comissões e audiências públicas que discutam a efetividade desses serviços, solicitar informações formais sobre a integração desses canais de teleatendimento com a rede estadual de saúde mental e propor emendas orçamentárias que reforcem programas de apoio psicológico a mulheres em situação de violência e a mães atípicas. O que não cabe ao mandato é contratar diretamente profissionais para os órgãos do Executivo, comandar secretarias ou executar serviços e obras — atribuições que permanecem, por definição institucional, no âmbito do próprio Executivo estadual e federal.
Nando Pinheiro 22321 é candidato a deputado estadual em SP pelo PL
A fiscalização parlamentar também tem papel relevante para garantir que a rede de atendimento presencial, indispensável em casos que exigem intervenção mais complexa, não seja enfraquecida em nome de soluções digitais mais baratas. O teleatendimento deve complementar, não substituir, a estrutura de CAPS, unidades básicas de saúde e serviços especializados em violência doméstica que já existem — ou deveriam existir com mais robustez — em cada região do estado, sempre com o apoio técnico de equipes formadas e capacitadas para essa finalidade.
Outro ponto que merece atenção é a articulação entre saúde, assistência social e segurança pública. Mulheres em situação de violência frequentemente precisam, além do apoio psicológico, de orientação jurídica, medidas protetivas e acompanhamento social. Mães atípicas, por sua vez, dependem de uma rede que envolva saúde, educação inclusiva e benefícios assistenciais. Um serviço de teleatendimento isolado, por mais bem-intencionado que seja, não substitui essa rede intersetorial. Cabe ao poder público, em suas diferentes esferas, garantir que esses serviços conversem entre si, sempre orientados pela consulta técnica de profissionais qualificados em cada uma dessas frentes.
Por fim, vale reconhecer que reconhecer o sofrimento dessas mulheres publicamente já é, em si, um gesto de valorização de sua dignidade. Mães atípicas carregam uma jornada de cuidado que raramente recebe o reconhecimento devido, e mulheres que enfrentam violência doméstica muitas vezes lutam sozinhas contra o medo e o silêncio. Políticas que ampliam o acesso ao cuidado psicológico, quando bem executadas, fiscalizadas e sustentadas por equipes técnicas qualificadas, representam um passo concreto na direção de uma sociedade mais atenta às suas famílias e às suas mulheres. Que esse passo seja acompanhado de perto, com responsabilidade técnica e vontade política de continuidade.
Perguntas frequentes
Existe candidato do PL a deputado estadual em São Paulo?
Os candidatos a deputado estadual pelo PL disputam votos em todo o Estado de São Paulo. Por isso, eleitores de São Paulo podem votar nos candidatos do partido registrados para a eleição estadual.
Em quem votar para deputado estadual em São Paulo?
Os eleitores de São Paulo podem votar em qualquer candidato a deputado estadual registrado para disputar a eleição pelo Estado de São Paulo.
Qual cargo Nando Pinheiro disputa em 2026?
Nando Pinheiro é candidato a deputado estadual pelo Estado de São Paulo em 2026.
Qual partido de Nando Pinheiro nas Eleições 2026?
Nando Pinheiro é candidato a deputado estadual pelo PL.
Onde consultar os candidatos a deputado estadual em São Paulo?
A relação oficial de candidatos pode ser consultada nos sistemas da Justiça Eleitoral, incluindo o DivulgaCandContas.
Quantos números tem o voto para deputado estadual?
O número utilizado para votar em deputado estadual possui cinco dígitos.
Como um deputado estadual pode atuar pelos municípios de São Paulo?
Deputados estaduais podem atuar em pautas estaduais que afetem os municípios, fiscalizar políticas públicas, participar do processo orçamentário e articular demandas junto ao Governo do Estado.
Qual é a diferença entre deputado estadual e deputado federal?
O deputado estadual atua no Poder Legislativo do estado, enquanto o deputado federal representa o estado na Câmara dos Deputados e atua na legislação de competência federal.
Conheça mais sobre Nando Pinheiro
Acesse o site oficial para conhecer mais conteúdos, informações e pautas de Nando Pinheiro.