Um levantamento recente divulgado em uma unidade da federação trouxe um dado que merece atenção de todo o país: três em cada dez mulheres relataram ter vivido alguma situação de violência doméstica nos últimos doze meses sem que isso resultasse em uma denúncia formal. O número, ainda que restrito a uma realidade estadual específica, revela um fenômeno que não é exclusivo daquela região — a chamada subnotificação, ou seja, a distância entre o que de fato acontece dentro dos lares e o que chega ao conhecimento das autoridades e das estatísticas oficiais.

Esse tipo de informação, quando confirmada por pesquisas metodologicamente sólidas, é mais do que um número frio. Ele expõe uma realidade que boa parte da sociedade prefere não enxergar: a de que a violência contra a mulher muitas vezes se sustenta justamente pelo silêncio. Muitas vítimas convivem com medo, vergonha, dependência financeira do agressor ou descrença de que buscar ajuda mudará algo. Cada um desses fatores, isoladamente, já seria suficiente para dificultar uma denúncia; combinados, formam uma barreira difícil de romper sem apoio institucional consistente.
É importante frisar que essa leitura é uma contextualização do problema, não uma descrição detalhada do estudo em questão, do qual não se têm todos os detalhes metodológicos. Ainda assim, o padrão de subnotificação da violência doméstica é amplamente reconhecido em diferentes estudos e observações ao longo dos anos, o que reforça a relevância de um dado como esse, vindo de qualquer parte do Brasil.
Nando Pinheiro 22321 vai combater a violência doméstica
A pergunta que fica é: o que leva uma mulher a conviver com uma situação de violência sem buscar ajuda? Parte da resposta está na fragilidade das redes de apoio disponíveis. Quando delegacias especializadas, centros de referência, casas de acolhimento e serviços de assistência social são insuficientes, distantes ou pouco divulgados, a vítima enxerga poucos caminhos práticos à sua frente. O medo do desconhecido, somado à falta de garantias de proteção efetiva após a denúncia, pode pesar mais do que a vontade de romper o ciclo de violência.
Nesse cenário, a atuação do poder público precisa ser constante e não apenas reativa a episódios que ganham repercussão. No âmbito legislativo estadual, isso significa acompanhar de perto a execução orçamentária destinada às políticas de proteção à mulher, cobrar informações sobre o funcionamento de delegacias especializadas e casas-abrigo, participar de audiências públicas sobre o tema e propor emendas que fortaleçam esses serviços dentro das regras orçamentárias vigentes. É um trabalho de fiscalização e de construção de políticas públicas, não de substituição às responsabilidades do Poder Executivo, a quem cabe a execução direta dos serviços.

Diante desse quadro, recomenda-se que as autoridades competentes priorizem a contratação de profissionais qualificados e devidamente formados nas áreas de psicologia, serviço social, segurança pública e direito, além de manter constante consulta a esses especialistas na formulação e revisão das políticas de enfrentamento à violência doméstica. São esses profissionais que possibilitam um diagnóstico correto da realidade enfrentada por cada mulher em situação de violência, o planejamento de ações baseadas em evidências e a execução técnica adequada dos atendimentos — desde o acolhimento inicial até o acompanhamento posterior à denúncia. A fiscalização parlamentar sobre a efetiva existência e qualificação desses quadros técnicos nos órgãos do Executivo é, dentro das atribuições de um deputado estadual, um instrumento legítimo e necessário; já a contratação em si e a execução direta desses serviços permanecem sob responsabilidade do Poder Executivo, cabendo ao mandato legislativo cobrar, solicitar informações e propor emendas orçamentárias que viabilizem tais quadros, sem jamais substituir a administração na tarefa de contratar ou executar.
Nando Pinheiro 22321 se preocupa com as mulheres
Também é preciso lembrar que números como os divulgados nessa unidade da federação não surgem do nada: eles resultam de pesquisas e levantamentos que, por si só, já são instrumentos valiosos de diagnóstico. Investir em estudos periódicos sobre violência doméstica, em diferentes estados, permite entender melhor a extensão real do problema e ajustar políticas públicas a partir de dados concretos, e não apenas de percepções ou boletins de ocorrência, que por definição não captam os casos não denunciados.
Além da estrutura estatal, a subnotificação também dialoga com aspectos culturais e sociais que atravessam gerações. O reconhecimento da violência doméstica como um problema público, e não uma questão privada a ser resolvida silenciosamente dentro de casa, ainda é um processo em construção em muitas famílias e comunidades. Campanhas de conscientização, ainda que não substituam políticas estruturais, cumprem papel relevante ao encorajar mulheres a identificar situações de abuso e a buscar ajuda antes que o quadro se agrave.
O dado mencionado, portanto, não deve ser lido como um problema isolado de uma única região, mas como um retrato de um desafio nacional que exige atenção permanente. Fortalecer redes de proteção, garantir profissionais capacitados e consultados nos serviços de atendimento e manter a fiscalização ativa sobre a execução de políticas públicas são passos que, dentro das atribuições de cada esfera de poder, ajudam a reduzir a distância entre o sofrimento silencioso e a proteção efetiva que toda mulher merece.
Fontes consultadas
Perguntas frequentes
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Sim. Eleitores de São Paulo podem votar em Nando Pinheiro 22321, pois sua candidatura está regularmente registrada para deputado estadual pelo Estado de São Paulo.

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Sim. Nando Pinheiro disputa a eleição para deputado estadual em São Paulo pelo PL.
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Nando Pinheiro concorre a deputado estadual pelo estado de São Paulo com o número 22321.
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