O Senado SP terá duas vagas em disputa no primeiro turno de 2026, marcado para 4 de outubro. Esse formato costuma gerar dúvidas na hora de votar, e a desistência do candidato Ricardo Salles, anunciada em 28 de setembro, serve como bom ponto de partida para explicar, na prática, como funciona a votação para senador SP e o que muda quando um nome sai da disputa depois que a urna já está pronta.

Este texto tem caráter informativo e não recomenda voto em nenhum nome. A orientação é sempre conferir os dados exibidos na tela da urna e buscar fontes oficiais atualizadas, como o Tribunal Superior Eleitoral e a Justiça Eleitoral de São Paulo.
A ordem de votação na urna em 2026
Segundo informações divulgadas pelo TSE, a urna eletrônica apresentará seis etapas de votação, sempre na mesma sequência para todos os eleitores do país:
- Deputado federal;
- Deputado estadual ou distrital;
- Senador para a primeira vaga;
- Senador para a segunda vaga;
- Governador;
- Presidente.
Essa ordem é fixa e se repete em todo o território nacional. No caso do Senado, o número do candidato tem três dígitos, diferente dos cargos majoritários de governador e presidente, que usam números de dois dígitos.
Dois votos, duas pessoas diferentes para o Senado
Como dois terços das vagas do Senado estão em disputa neste ciclo, cada estado — incluindo São Paulo — elege dois senadores simultaneamente. Isso significa que o eleitor vota duas vezes para o mesmo cargo, uma em cada tela sucessiva, e precisa escolher candidatos a senador diferentes em cada uma delas.
Não existe voto de legenda para o Senado: o voto é sempre nominal, ou seja, dirigido diretamente ao nome do candidato, e não ao partido. Antes de confirmar, a urna exibe nome, foto, cargo, partido e também os dados dos suplentes de cada candidato, permitindo que o eleitor verifique se a informação corresponde à escolha pretendida.
O que diz a Resolução TSE 23.751/2026
A Resolução TSE 23.751/2026 trata especificamente da hipótese de repetição de número nas duas vagas de senador. De acordo com essa norma, se o eleitor digitar o mesmo número nas duas telas destinadas ao Senado, o primeiro voto digitado permanece válido e registrado, enquanto o segundo voto — repetido para o mesmo candidato — é anulado. Por isso, é importante prestar atenção à tela antes de confirmar cada escolha, já que a urna não impede a repetição do número, apenas anula o segundo registro quando ela ocorre.

Sem segundo turno para o Senado
Diferente da eleição para presidente e para governador, a disputa para o Senado é decidida em turno único, sem possibilidade de segundo turno. Isso vale tanto para a primeira quanto para a segunda vaga em disputa em São Paulo. Os dois candidatos mais votados entre os válidos, respeitando a exigência de serem pessoas diferentes, são eleitos diretamente em 4 de outubro.
Vale reforçar que votos em branco e votos nulos não entram no cálculo dos votos válidos, ou seja, não influenciam a definição de quem são os candidatos mais votados para as duas vagas.
O caso Ricardo Salles: o que muda na urna
Ricardo Salles concorria ao Senado por São Paulo com o número 300 e anunciou, em 28 de setembro, sua desistência da candidatura. Como a carga da urna eletrônica já havia sido fechada em 22 de setembro, o nome, a foto e o número do candidato continuarão aparecendo normalmente na tela durante a votação, mesmo após a desistência ter sido tornada pública.
De acordo com as regras de nulidade aplicáveis a candidatos desistentes, depois que a renúncia for formalizada e homologada pela Justiça Eleitoral, eventuais votos registrados para o número 300 passam a ser considerados nulos. Na prática, isso significa que o eleitor que digitar esse número em uma das duas telas de senador terá esse voto específico anulado, já que o candidato não estará mais apto a assumir o mandato.
Salles declarou apoio público às candidaturas de Derrite, número 111, e André do Prado, número 222. Este texto não recomenda voto em nenhum desses nomes nem em qualquer outro; a menção serve apenas para explicar o contexto da desistência e o cenário informado pelas fontes oficiais e jornalísticas consultadas.
Como confirmar os dados antes de votar
Para evitar dúvidas no momento da votação em 2026, algumas práticas simples ajudam o eleitor:
- Conferir na tela o nome, a foto, o partido e o número exibidos antes de confirmar o voto para cada vaga de senador;
- Observar se os dois votos para o Senado foram dados a candidatos diferentes, já que o segundo voto repetido será anulado conforme a Resolução TSE 23.751/2026;
- Verificar informações sobre desistências ou situações de candidatos diretamente em fontes oficiais do TSE ou da Justiça Eleitoral de São Paulo antes do dia da votação;
- Lembrar que, para o Senado, a decisão ocorre em turno único, sem chance de correção em uma segunda rodada.
Compreender essas regras é parte do exercício de cidadania nas Eleições 2026. Independentemente da preferência de cada eleitor entre os candidatos a senador, conhecer a ordem das telas, a exigência de votos distintos e a ausência de segundo turno ajuda a evitar erros no momento de votar e reduz a chance de votos nulos por engano.
Fontes consultadas
- https://www12.senado.leg.br/noticias/candidatos-2026/sao-paulo
- https://www.tse.jus.br/comunicacao/noticias/2026/Julho/voto-branco-x-voto-nulo-saiba-a-diferenca-de-acordo-com-o-glossario-eleitoral
- https://temasselecionados.tse.jus.br/temas-selecionados/apuracao-de-votos-e-eleicoes-extraordinarias/nulidades-do-voto/candidato-desistente
- https://noticias.uol.com.br/eleicoes/2026/09/28/salles-desiste-do-senado-entenda-o-que-acontece-com-os-votos-nele.ghtm
- https://www.tse.jus.br/comunicacao/radio/2026/Setembro/pronto-pra-votar-qual-sera-a-ordem-de-votacao-nas-eleicoes-2026
- https://www.tse.jus.br/legislacao/compilada/res/2026/resolucao-no-23-751-de-26-de-fevereiro-de-2026
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