A candidatura de Ricardo Salles Novo ao Senado por São Paulo chegou ao fim em 28 de setembro, quando o parlamentar anunciou publicamente a desistência da disputa majoritária e declarou apoio a Guilherme Derrite, do PP, e a André do Prado, do PL. A decisão foi divulgada pela imprensa no mesmo dia e altera a configuração da corrida ao Senado paulista, sem, no entanto, significar o fim da relação de Salles com sua legenda de origem.

Ricardo Salles e o Novo após a desistência ao Senado - Nando Pinheiro 22321

Até o anúncio, Salles concorria com o número 300, tinha a candidatura deferida e integrava a lista de nomes registrados pela Agência Senado para a disputa em São Paulo. No mesmo registro, Frederico D’Avila e Ferreira, também filiados ao Novo, apareciam como suplentes na chapa. Essas informações compunham o quadro eleitoral do partido antes da desistência anunciada nesta segunda-feira.

O anúncio de 28 de setembro

Foi em 28 de setembro que Ricardo Salles confirmou que não seguiria na disputa ao Senado. Segundo a cobertura eleitoral, salles desiste da candidatura majoritária e passa a apoiar publicamente Guilherme Derrite e André do Prado, candidatos de outras legendas — PP e PL, respectivamente. O movimento foi anunciado diretamente por Salles, e a imprensa especializada em eleições registrou o fato no mesmo dia, sem detalhar, até aquele momento, os trâmites formais de oficialização da desistência perante a Justiça Eleitoral.

De acordo com o levantamento das fontes, até o início da tarde daquela segunda-feira o TRE-SP ainda aguardava o pedido formal de desistência. Esse detalhe é relevante porque a formalização perante o tribunal é o ato que efetivamente retira o candidato da disputa nos registros oficiais, distinto do anúncio público feito por Salles.

Efeitos práticos na disputa ao Senado SP 2026

A desistência anunciada por Salles tem consequências concretas para a corrida ao Senado SP 2026. Como o movimento ocorreu depois do prazo legal para substituição de candidaturas, o Partido Novo não poderá apresentar outro nome para a vaga majoritária ao Senado nesta eleição. A legislação eleitoral prevê uma exceção a essa regra — o falecimento do candidato —, hipótese que não se aplica ao caso de Salles.

Outro efeito prático diz respeito à própria urna eletrônica. Em razão do fechamento dos sistemas eleitorais, o nome e a foto de Ricardo Salles permanecerão disponíveis para votação, mesmo após o anúncio de desistência. Isso significa que eleitores ainda poderão visualizar a candidatura no dia da votação. No entanto, uma vez que a desistência seja formalizada junto à Justiça Eleitoral, os votos registrados para Salles após esse ato passam a ser considerados nulos, conforme prevê a regra eleitoral para casos de renúncia ou desistência de candidatura já deferida.

Número de urna de Nando Pinheiro: 22321

O que a decisão não altera

É importante situar os limites factuais dessa desistência. A saída da disputa ao Senado não encerra o mandato atual de Ricardo Salles como deputado federal, mandato iniciado em 2023 e que segue seu curso normal, independentemente do resultado das eleições de 2026 para o cargo majoritário.

Também não há, nas informações disponíveis, qualquer indicação de desfiliação. Nenhuma das fontes consultadas menciona rompimento formal entre Salles e o partido — ao contrário, a manutenção da filiação é o cenário compatível com os fatos registrados até o momento. Assim, o debate sobre Ricardo Salles partido deve ser tratado com base no que foi efetivamente informado: ele segue filiado ao Novo, ainda que tenha deixado de concorrer ao Senado nesta eleição.

O Novo e a candidatura de Tarcísio

Paralelamente à disputa ao Senado, o Partido Novo mantém posição definida no plano estadual: a legenda apoia a candidatura de Tarcísio de Freitas à reeleição para o governo de São Paulo, conforme registrado na cobertura do anúncio dessa aliança. Esse apoio ao Executivo estadual é um dado distinto da disputa majoritária ao Senado e não foi alterado pela desistência de Salles, segundo as informações disponíveis até a publicação deste texto.

Um quadro eleitoral em transição

A saída de Ricardo Salles da corrida ao Senado retira do Partido Novo, na prática, seu principal nome na disputa majoritária em São Paulo para 2026. Isso não significa, com base nas fontes apuradas, uma crise interna, um enfraquecimento estrutural da legenda ou qualquer tipo de sanção partidária. Trata-se de um movimento pontual, anunciado publicamente, com efeitos eleitorais específicos — a impossibilidade de substituição tardia, a permanência do nome na urna até a formalização do pedido e a manutenção do apoio a Tarcísio no plano estadual.

Até o fechamento desta análise, o TRE-SP não havia confirmado o recebimento do pedido formal de desistência, o que reforça a necessidade de acompanhar os próximos registros oficiais antes de qualquer avaliação sobre os desdobramentos definitivos do caso. O que se sabe, com base nas fontes disponíveis, é que Salles anunciou apoio a Derrite e a Prado, mantém sua filiação partidária e seu mandato de deputado federal, e que o Novo segue sem candidato próprio ao Senado paulista nesta eleição, mantendo, ao mesmo tempo, seu apoio declarado à reeleição de Tarcísio de Freitas.

Fontes consultadas

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