O QR Code boletim de urna é o código de barras bidimensional impresso ao final da votação em cada seção eleitoral, contendo os mesmos dados de votos que aparecem no papel. Ele existe justamente para permitir que qualquer pessoa possa conferir, depois, se o resultado divulgado pela Justiça Eleitoral corresponde ao que foi apurado naquela urna específica.

Para conferir boletim de urna usando esse código, é preciso um aplicativo próprio de leitura, feito para interpretar o formato eleitoral — não basta qualquer leitor de QR Code genérico do celular. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), essa conferência pode ser feita por meio do Boletim na Mão, aplicativo desenvolvido pelo próprio tribunal, ou por outro programa que tenha a mesma finalidade.
O que diz a norma do TSE sobre a conferência do boletim
A regra está prevista no Art. 211 da Resolução TSE nº 23.751/2026:
“A coincidência entre os votos constantes do Boletim de Urna emitido pela urna ao final da apuração e o seu correspondente disponibilizado na internet poderá ser atestada pelo Boletim de Urna impresso ou pela leitura do respectivo código de barras bidimensional (código QR) por meio do aplicativo Boletim na Mão, desenvolvido pelo Tribunal Superior Eleitoral.”
Essa previsão está disponível na íntegra na resolução compilada publicada pelo TSE.
Em nota divulgada pelo tribunal, o mesmo mecanismo é descrito de forma mais detalhada: além da consulta aos resultados no site oficial, o TSE disponibiliza na internet os boletins de urna enviados para a totalização, que podem ser comparados em tempo real com os obtidos nas seções — seja pelo papel impresso pela urna eletrônica, seja pela leitura dos QR Codes pelo aplicativo Boletim na Mão ou por qualquer outro com a mesma finalidade. O texto completo pode ser consultado na página de notícias do TSE sobre o acompanhamento dos resultados em tempo real.
Como funciona a leitura do QR Code na prática
De forma didática — ou seja, como explicação para facilitar o entendimento, e não como texto literal da norma —, o processo de conferência pode ser resumido em etapas simples:

- Aguardar o encerramento da votação e a emissão do boletim de urna impresso pela mesária ou mesário;
- Abrir o aplicativo de leitura instalado no celular;
- Apontar a câmera para o QR Code impresso no boletim;
- Comparar os dados exibidos no aplicativo com os números publicados no Portal Resultados do TSE para aquela mesma seção.
É importante destacar que essa conferência serve para verificar se os dados de uma seção específica batem entre o papel e o sistema de totalização — não se trata de um mecanismo de apuração paralela nem de verificação de outras etapas do processo eleitoral que não estejam descritas nas fontes oficiais consultadas.
Resultado da seção pelo celular: quando e onde fazer a conferência
Um ponto de atenção reforçado pela Justiça Eleitoral é o momento em que essa checagem pode ocorrer. O resultado da seção pelo celular só pode ser conferido depois que a votação é encerrada e o boletim de urna é impresso. Durante a votação, o uso de celular dentro da cabine continua proibido, conforme já é regra conhecida do processo eleitoral. A leitura do QR Code, portanto, é uma etapa posterior ao voto, feita com o boletim já emitido e disponível para qualquer pessoa presente no local.
Além do Boletim na Mão, o TSE informa que eleitoras e eleitores também podem acompanhar a divulgação dos resultados em tempo real pelo Portal Resultados e pelo aplicativo Resultados, ambos citados na nota oficial do tribunal. Esses canais cumprem função semelhante de transparência, mas com abordagens distintas: um permite comparar o boletim físico da seção com o dado publicado, enquanto o outro acompanha a totalização geral à medida que os boletins são recebidos.
Cuidados ao baixar aplicativos para essa finalidade
Como a conferência depende de um programa instalado no celular, alguns cuidados básicos evitam problemas. As fontes consultadas orientam que aplicativos como o Boletim na Mão sejam baixados apenas de lojas oficiais — as plataformas de aplicativos dos sistemas operacionais mais usados —, verificando sempre o nome do desenvolvedor antes de instalar. Isso porque nem todo leitor de código QR encontrado nessas lojas foi feito para interpretar corretamente o formato usado nos boletins de urna; um app genérico pode não reconhecer os dados ou exibir informação incompleta, já que não foi desenvolvido para essa finalidade específica.
Não há, nas fontes oficiais consultadas para este texto, detalhamento sobre outros aplicativos homologados além do Boletim na Mão e do app Resultados, nem sobre requisitos técnicos de compatibilidade com diferentes modelos de celular. Quem tiver dúvidas sobre disponibilidade, versão ou funcionamento do aplicativo deve consultar diretamente os canais oficiais do TSE.
Fiscalização das eleições 2026 e o papel do eleitor
A possibilidade de qualquer pessoa comparar o boletim impresso com o dado publicado na internet é apresentada pelo TSE como parte do conjunto de mecanismos de transparência do pleito. Nesse sentido, a leitura do QR Code se soma a outras formas de fiscalização eleições 2026 já previstas, como a presença de fiscais de partidos e coligações nas seções e a divulgação pública dos boletins na internet para consulta e comparação em tempo real.
Essa fiscalização feita pelo próprio eleitor, com ferramenta oficial e no momento adequado — após a emissão do boletim, fora da cabine de votação —, é descrita nas fontes como um recurso complementar de checagem, sem substituir os procedimentos formais de apuração e totalização conduzidos pela Justiça Eleitoral.
Fontes consultadas
- https://www.tse.jus.br/legislacao/compilada/res/2026/resolucao-no-23-751-de-26-de-fevereiro-de-2026
- https://www.tse.jus.br/comunicacao/noticias/2026/Agosto/resultados-das-eleicoes-2026-poderao-ser-acompanhados-em-tempo-real
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