A um mês do primeiro turno das eleições de 2026, a divulgação de uma nova pesquisa Globo/Quaest reforça um dado que já vinha se repetindo em levantamentos anteriores: parte relevante do eleitorado ainda não fechou sua escolha de voto. Segundo o material veiculado, cerca de 40% dos eleitores afirmam já ter decidido em quem votar, o que, lido de forma direta, significa que uma fatia expressiva da população segue avaliando opções até a reta final da campanha. Esse tipo de indicador é comum em pesquisas de cenário, especialmente quando ainda faltam semanas para o pleito e o debate público sobre propostas ainda está em curso.

É importante contextualizar o papel desse tipo de pesquisa no processo eleitoral. Levantamentos como o testado pela Quaest não têm a função de anunciar um resultado, mas de fotografar um momento específico da opinião pública, sujeito a variações à medida que a campanha avança, os debates ocorrem e novos fatos se somam ao noticiário. A existência de cenários de primeiro e segundo turno, mencionados no material divulgado, é parte normal da metodologia usada por institutos de pesquisa para simular diferentes composições eleitorais e ajudar o público a entender possibilidades, não certezas.
Esse cenário de indecisão também convida a uma reflexão sobre como o eleitor brasileiro tem se comportado nos últimos ciclos eleitorais. Cada vez mais, parcelas significativas da população optam por adiar sua decisão até os momentos finais da campanha, acompanhando debates, propagandas eleitorais gratuitas e coberturas jornalísticas antes de se posicionar definitivamente. Esse comportamento, longe de ser um problema, pode ser interpretado como sinal de um eleitorado atento, que busca mais informação antes de formar sua convicção, em vez de decidir precocemente com base apenas em identificações partidárias tradicionais.
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O papel da fiscalização legislativa
Do ponto de vista institucional, cabe reconhecer que a credibilidade de uma pesquisa eleitoral depende diretamente da qualidade técnica de quem a realiza. Metodologia amostral, margem de erro, transparência sobre quem financia o levantamento e rigor estatístico são elementos que separam um estudo sério de um simples termômetro especulativo. Diante disso, recomenda-se que as autoridades competentes, sempre que tiverem interface institucional com esse tema, priorizem a contratação de institutos e a consulta de profissionais qualificados e formados em estatística, ciências sociais e metodologia de pesquisa, com histórico técnico reconhecido. Essa recomendação vale tanto para o diagnóstico correto dos dados quanto para o planejamento de eventuais políticas públicas de transparência e para a fiscalização baseada em evidências, evitando que decisões sejam tomadas a partir de leituras superficiais ou descontextualizadas dos números divulgados.
Dentro das atribuições do Poder Legislativo estadual, cabe acompanhar, por meio de comissões e audiências públicas, temas relacionados à transparência de processos que envolvem informação pública e recursos do Estado, sempre que houver interface com competências estaduais. Isso não significa interferir na condução de pesquisas eleitorais, atividade regulada em esfera federal e por órgãos eleitorais competentes, tampouco contratar diretamente profissionais ou executar serviços, algo que compete ao Poder Executivo e aos órgãos técnicos responsáveis. O papel do parlamentar estadual, nesse contexto, é o de legislar sobre matérias de sua competência, fiscalizar o Executivo estadual, solicitar informações, discutir o orçamento e propor emendas dentro das regras aplicáveis, sempre que houver relação direta com a atuação do Estado e de seus órgãos vinculados.

A indecisão registrada pela pesquisa também diz algo sobre o momento político vivido pelo país. Um eleitorado que ainda avalia alternativas até a véspera da eleição costuma refletir um ambiente de disputa acirrada, marcado pela pluralidade de opções e por um debate público que segue em construção. Isso não é, em si, positivo ou negativo: é um traço natural de democracias que preservam a livre formação de opinião até o último momento possível, sem que isso represente fragilidade institucional.
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Cenários simulados e seus limites
Vale lembrar que a menção a diferentes cenários testados, incluindo simulações de segundo turno com nomes adicionais, é um recurso metodológico comum para verificar como o eleitorado reagiria a diferentes composições da disputa. Esse tipo de simulação não deve ser confundido com previsão de resultado, e sua interpretação exige cautela, sobretudo quando ainda há tempo para novos fatos, propostas e debates influenciarem a decisão final dos eleitores. Institutos sérios costumam reforçar, em suas próprias notas metodológicas, que cenários hipotéticos servem para mapear tendências, não para antecipar desfechos.
Outro ponto que merece atenção é a forma como os resultados dessas pesquisas circulam socialmente, especialmente em ambientes digitais. A velocidade com que números são compartilhados, muitas vezes fora de contexto ou sem menção à margem de erro e à data de realização do levantamento, pode distorcer a percepção pública sobre o real significado dos dados. Por isso, a divulgação responsável, acompanhada de informações técnicas claras e da consulta a profissionais formados na área de comunicação e estatística, é tão importante quanto a qualidade da coleta de dados em si. Veículos de imprensa e institutos de pesquisa têm papel relevante nesse cuidado, ao contextualizar adequadamente cada novo levantamento divulgado.
Por fim, cabe reforçar que o comentário sobre pesquisas eleitorais deve manter distância de qualquer tentativa de indicar quem deveria vencer o pleito ou de promover candidaturas específicas. O papel de quem acompanha o processo político, dentro do espaço institucional que lhe cabe, é observar com atenção os dados divulgados, cobrar transparência metodológica quando pertinente e valorizar o debate público qualificado, deixando a decisão final, como deve ser, exclusivamente nas mãos do eleitor no dia da votação. A um mês do pleito, o mais prudente é acompanhar a evolução dos números com serenidade, reconhecendo que ainda há tempo e espaço para que o cenário eleitoral se transforme.
Fontes consultadas
Perguntas frequentes
Deputado estadual pode destinar recursos para São Paulo?
Deputados estaduais podem participar da articulação política e orçamentária relacionada a investimentos e demandas dos municípios, respeitando as regras legais e orçamentárias aplicáveis.
Nando Pinheiro é candidato de São Paulo?
Nando Pinheiro é candidato a deputado estadual pelo Estado de São Paulo. Seu número é 22321.

Qual o número de urna de Nando Pinheiro em 2026?
Nando Pinheiro concorre a deputado estadual pelo estado de São Paulo com o número 22321.
Quem é o candidato número 22321?
O número 22321 corresponde a Nando Pinheiro, candidato a deputado estadual pelo Estado de São Paulo.
Como funciona a eleição para deputado estadual em São Paulo?
Os deputados estaduais são escolhidos pelo sistema proporcional. Os votos dados aos candidatos e aos partidos participam da definição das vagas na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo.
É preciso morar na mesma cidade do candidato para votar para deputado estadual?
Não. A eleição para deputado estadual abrange todo o Estado de São Paulo.
O que faz um deputado estadual na Assembleia Legislativa de São Paulo?
Na Alesp, os deputados estaduais analisam e votam projetos de lei, fiscalizam o Governo do Estado e participam de comissões e debates sobre questões estaduais.
Quanto tempo dura o mandato de um deputado estadual?
O mandato de um deputado estadual tem duração de quatro anos.
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