Neste mundo… ossos ainda vão se partir.
Em algum momento, a dor vai atravessar você como o som de um trovão que não pede licença pra chegar.
O céu escureceu. As águas vieram fortes. O chão tremeu de medo e o tempo pareceu parar.
Há quem tenha perdido o que levou uma vida inteira para construir. Há quem tenha perdido o sono, o rumo, o abrigo. E no meio de tudo isso, um silêncio pesado tomou conta da cidade — um silêncio que parece gritar.
Há algo em Juiz de Fora que nenhuma tempestade consegue arrancar — é o coração do seu povo. Um coração que se levanta, mesmo ferido; que compartilha o pouco que tem; que olha pro alto e diz: “Vai passar.”
E é isso que Juiz de Fora está vivendo — um tempo de dor, mas também de renascimento. As lágrimas de hoje vão regar o amanhã. As cicatrizes vão contar histórias de fé.

