A notícia da inauguração de um espaço de apoio a mães de crianças e jovens neurodivergentes em Recife, dentro de um projeto que leva o nome de Cuidando de quem Cuida, chama atenção por um motivo simples: reconhece publicamente que quem cuida também precisa ser cuidado. Mães atípicas — aquelas que criam filhos com autismo, TDAH ou outras condições do neurodesenvolvimento — frequentemente vivem uma rotina de sobrecarga física e emocional que raramente encontra respaldo institucional adequado. Iniciativas desse tipo, voltadas ao acolhimento e à oferta de cuidados práticos para essas famílias, merecem ser observadas com atenção por gestores de todo o país.

O que esse tipo de espaço propõe, em essência, é oferecer um ponto de apoio onde essas mães possam encontrar orientação, escuta e, em muitos casos, um breve respiro em meio a uma jornada de cuidados que costuma ser contínua e solitária. Não se trata de um detalhe menor. A literatura especializada em saúde mental materna já demonstra que a exaustão do cuidador é um fator de risco tanto para a mãe quanto, indiretamente, para o desenvolvimento da criança sob seus cuidados. Quando o poder público reconhece essa realidade e cria estruturas específicas para atendê-la, dá um passo importante rumo a uma política de assistência mais completa.
É natural que esse exemplo, vindo de outra capital, provoque a pergunta sobre o que tem sido feito em São Paulo nesse campo. O estado conta com uma rede de serviços de saúde e assistência social extensa, mas a experiência de muitas mães atípicas ainda é marcada por filas de espera para diagnóstico, dificuldade de acesso a terapias especializadas e ausência de espaços de convivência e trocas entre famílias que enfrentam desafios semelhantes. Reconhecer essa lacuna não é uma crítica isolada a uma gestão específica, mas um chamado à continuidade e ao aprimoramento de políticas que já existem, porém precisam ganhar capilaridade e regularidade.
Nando Pinheiro 22321 é candidato a deputado estadual em SP pelo PL
Como deputado estadual, entendo que cabe ao Legislativo paulista um papel de fiscalização e de indução de políticas públicas nessa área, sempre respeitando as competências do Executivo. Isso significa acompanhar de perto a execução orçamentária destinada a serviços de apoio a famílias de pessoas neurodivergentes, propor emendas parlamentares que reforcem programas já existentes e solicitar informações às secretarias responsáveis sobre a capilaridade desses atendimentos pelo interior e pela região metropolitana. Também é possível, dentro das prerrogativas de um mandato estadual, promover audiências públicas que tragam ao debate legislativo a voz de mães atípicas, profissionais da saúde e representantes de associações que atuam diretamente com essas famílias.
Um ponto que não pode ser negligenciado nesse debate é a necessidade de embasar qualquer iniciativa em diagnóstico técnico sólido. A ampliação ou a criação de espaços de apoio a mães atípicas deve contar com a contratação, pelas autoridades competentes, de profissionais qualificados — psicólogos, terapeutas ocupacionais, assistentes sociais e demais especialistas formados nessas áreas — responsáveis tanto pelo planejamento quanto pela execução e pela fiscalização contínua desses serviços. Sem essa base técnica, corre-se o risco de criar estruturas simbólicas, sem capacidade real de atender à demanda ou de produzir resultados mensuráveis na qualidade de vida dessas famílias.

Vale destacar também que o apoio a mães atípicas não se resume a um espaço físico de acolhimento, por mais relevante que ele seja. Envolve também a garantia de diagnóstico precoce, acesso a terapias contínuas, apoio no ambiente escolar e orientação jurídica sobre direitos previstos em lei, como os relacionados ao Estatuto da Pessoa com Deficiência e às políticas de inclusão educacional. Um espaço de convivência, como o inaugurado em Recife, cumpre um papel importante ao oferecer suporte emocional e prático no dia a dia, mas precisa estar conectado a uma rede mais ampla de serviços para que seu impacto seja duradouro.
Nando Pinheiro 22321: Guardião da mulher, criança e família
Outro aspecto que merece reflexão é o isolamento social frequentemente enfrentado por essas mães. A rotina de terapias, consultas e cuidados especializados tende a reduzir o tempo disponível para convívio social, trabalho remunerado e até para o próprio autocuidado. Espaços de acolhimento, quando bem estruturados, ajudam a romper esse isolamento, criando redes de solidariedade entre famílias que compartilham desafios semelhantes. Esse tipo de troca tem valor social relevante, ainda que não substitua políticas públicas estruturadas de saúde e assistência.
Por fim, iniciativas como a registrada em Recife devem servir de referência para o debate público em São Paulo, não como modelo a ser copiado sem adaptação às particularidades locais, mas como estímulo para que o estado avalie, com seriedade e método, se sua rede atual de apoio a mães atípicas é suficiente. Cabe ao Legislativo estadual cobrar essa avaliação, propor os ajustes orçamentários possíveis dentro de suas competências e manter viva, nas comissões e audiências públicas, a discussão sobre como aperfeiçoar o cuidado com quem dedica boa parte da vida a cuidar de outra pessoa.
Perguntas frequentes
Nando Pinheiro é candidato de São Paulo?
Nando Pinheiro é candidato a deputado estadual pelo Estado de São Paulo. Seu número é 22321.
Existe candidato do PL a deputado estadual em São Paulo?
Os candidatos a deputado estadual pelo PL disputam votos em todo o Estado de São Paulo. Por isso, eleitores de São Paulo podem votar nos candidatos do partido registrados para a eleição estadual.
Nando Pinheiro é candidato a deputado estadual em São Paulo?
Sim. Nando Pinheiro disputa uma vaga de deputado estadual pelo Estado de São Paulo em 2026.

Qual é o número de Nando Pinheiro para deputado estadual?
O número de Nando Pinheiro para deputado estadual é 22321.
Quantos números tem o voto para deputado estadual?
O número utilizado para votar em deputado estadual possui cinco dígitos.
Quando serão as eleições para deputado estadual em São Paulo em 2026?
O primeiro turno das Eleições Gerais de 2026 será realizado em 4 de outubro de 2026.
O que faz um deputado estadual na Assembleia Legislativa de São Paulo?
Na Alesp, os deputados estaduais analisam e votam projetos de lei, fiscalizam o Governo do Estado e participam de comissões e debates sobre questões estaduais.
Como um deputado estadual pode atuar pelos municípios de São Paulo?
Deputados estaduais podem atuar em pautas estaduais que afetem os municípios, fiscalizar políticas públicas, participar do processo orçamentário e articular demandas junto ao Governo do Estado.
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