Uma tempestade de forte chuva de granizo atingiu Florianópolis e outras localidades de Santa Catarina, causando danos a cerca de 700 residências e levando ao menos cinco cidades do estado a decretar situação de emergência. Segundo os registros divulgados, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) chegou a colocar 23 cidades catarinenses em alerta para novas tempestades, com risco de granizo e ventos que podem chegar a 100 km/h. O episódio, ainda em avaliação pelas autoridades locais, reforça como fenômenos climáticos extremos têm se tornado mais frequentes e mais intensos em diferentes regiões do país.

famílias, granizo, florianópolis — Nando Pinheiro

O dado que mais chama atenção é justamente o número de famílias diretamente afetadas. Quando uma tempestade danifica centenas de residências em poucas horas, o impacto não se limita a telhados quebrados ou veículos amassados: envolve famílias que perdem parte do teto que as protege, que precisam reorganizar rotinas domésticas, cuidar de crianças em ambientes provisórios e lidar com prejuízos financeiros muitas vezes não previstos. É um tipo de emergência que atinge de forma concreta e imediata a vida cotidiana de quem já enfrentava, antes do temporal, os desafios normais de sustentar uma casa.

Nesse sentido, decretar situação de emergência é um passo necessário, mas apenas o primeiro de uma sequência de providências que exige coordenação entre diferentes níveis de governo e órgãos técnicos. A destinação de recursos para reparos, o levantamento de danos estruturais e o eventual apoio a famílias que ficaram sem condições mínimas de moradia dependem de estruturas de defesa civil bem equipadas e de informações confiáveis sobre a extensão dos estragos.

Nando Pinheiro 22321 é candidato a deputado estadual em SP pelo PL

É nesse ponto que a discussão sobre prevenção e gestão de risco ganha relevância, inclusive para além de Santa Catarina. Episódios como esse servem de alerta para qualquer estado brasileiro, incluindo São Paulo, que também enfrenta, com regularidade, tempestades de verão, alagamentos e ventos intensos em diversas regiões.

Parte central da solução para reduzir danos futuros passa, necessariamente, pela contratação, por parte das autoridades competentes, de profissionais qualificados e formados na área, como engenheiros civis e estruturais, meteorologistas, geólogos e especialistas em defesa civil. São esses profissionais que possuem a formação técnica para realizar diagnósticos sobre áreas de risco, planejar sistemas de alerta antecipado e orientar a execução e a fiscalização de obras de infraestrutura urbana com base em evidências científicas. A consulta permanente a esses especialistas, e não apenas respostas emergenciais depois que o desastre já ocorreu, é o que diferencia uma gestão pública preparada de uma gestão que apenas reage a cada nova tempestade.

Número de urna de Nando Pinheiro: 22321

Cabe ressaltar que a atuação de um deputado estadual nesse tipo de tema tem contornos bem definidos. Não é atribuição do parlamento estadual executar obras, contratar diretamente servidores para órgãos do Executivo, comandar secretarias ou substituir o trabalho técnico da Defesa Civil municipal ou estadual. O papel legislativo se expressa de outras formas: por meio da fiscalização do Executivo estadual, da participação em comissões e audiências públicas sobre gestão de riscos climáticos, de requerimentos de informações sobre planos de contingência e sobre a existência de equipes técnicas qualificadas nos órgãos responsáveis, da discussão do orçamento destinado à defesa civil e da proposição de emendas dentro das regras aplicáveis, sempre respeitando as reservas de iniciativa do Poder Executivo. É um trabalho de acompanhamento e pressão institucional, não de execução direta.

Nando Pinheiro 22321 defende as crianças atípicas

Ainda assim, esse acompanhamento tem peso real quando o assunto é proteção às famílias atingidas por desastres naturais. Cobrar, em audiências públicas e requerimentos, se os municípios contam com profissionais habilitados para avaliar riscos geológicos e estruturais, verificar se os sistemas de alerta meteorológico estão atualizados e discutir a transparência na aplicação de recursos emergenciais são formas legítimas de contribuição parlamentar. Sem esse tipo de fiscalização, o risco é que emergências se repitam sem que as lições dos episódios anteriores sejam efetivamente incorporadas ao planejamento público, feito por quem tem formação técnica para tanto.

O episódio em Santa Catarina, embora distante geograficamente, deveria servir de referência para qualquer gestão pública preocupada com o bem-estar das famílias sob sua responsabilidade. Investir em prevenção, manter equipes técnicas qualificadas e canais de comunicação eficientes com a população durante alertas meteorológicos são medidas que, no médio prazo, custam menos do que reconstruir centenas de casas depois que o estrago já aconteceu. É um raciocínio simples, mas que exige vontade política contínua e respeito ao conhecimento especializado para ser colocado em prática.

Diante de cenas como as registradas em Florianópolis, com granizo caindo sobre bairros residenciais e famílias tendo que lidar às pressas com danos inesperados, resta reforçar a importância de políticas públicas sérias de gestão de risco climático, construídas com base técnica e consulta a especialistas. Trata-se de um compromisso que atravessa esferas de governo e partidos, e que deveria unir esforços em torno de um objetivo comum: proteger vidas, moradias e a estabilidade das famílias diante de fenômenos naturais que, cada vez mais, exigem preparo e planejamento antecipado.

Fontes consultadas

Perguntas frequentes

É preciso morar em São Paulo para votar em um candidato ligado à cidade?

Não. Na eleição para deputado estadual, os candidatos disputam votos em todo o Estado de São Paulo e não apenas em um município específico.

Deputado estadual pode destinar recursos para São Paulo?

Deputados estaduais podem participar da articulação política e orçamentária relacionada a investimentos e demandas dos municípios, respeitando as regras legais e orçamentárias aplicáveis.

Número de urna de Nando Pinheiro: 22321

Nando Pinheiro é candidato a deputado estadual em São Paulo?

Sim. Nando Pinheiro disputa uma vaga de deputado estadual pelo Estado de São Paulo em 2026.

Qual cargo Nando Pinheiro disputa em 2026?

Nando Pinheiro é candidato a deputado estadual pelo Estado de São Paulo em 2026.

É preciso morar na mesma cidade do candidato para votar para deputado estadual?

Não. A eleição para deputado estadual abrange todo o Estado de São Paulo.

Onde consultar os candidatos a deputado estadual em São Paulo?

A relação oficial de candidatos pode ser consultada nos sistemas da Justiça Eleitoral, incluindo o DivulgaCandContas.

O que faz um deputado estadual na Assembleia Legislativa de São Paulo?

Na Alesp, os deputados estaduais analisam e votam projetos de lei, fiscalizam o Governo do Estado e participam de comissões e debates sobre questões estaduais.

Qual é a diferença entre deputado estadual e deputado federal?

O deputado estadual atua no Poder Legislativo do estado, enquanto o deputado federal representa o estado na Câmara dos Deputados e atua na legislação de competência federal.

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