Quem vai às urnas em São Paulo precisa lidar com uma particularidade que confunde parte do eleitorado: existem dois votos senador colinha a preencher, não apenas um. Essa dúvida ganhou força depois que Ricardo Salles declarou apoio às candidaturas de Derrite e André do Prado, decisão que reacendeu o debate sobre como votar no Senado 2026 e sobre a ordem em que os dois nomes devem ser escolhidos na urna eletrônica.

A resposta direta é que o estado de São Paulo, como todos os demais, elege dois senadores nesta disputa, e o eleitor precisa registrar dois números distintos, um para cada vaga, seguindo a sequência exibida pela própria urna. Antes de detalhar essa ordem, vale entender o que motivou a movimentação política em torno do apoio de Salles ao Senado.
Por que existem duas vagas ao Senado
O mandato de senador tem duração de oito anos, e as eleições para a Câmara Alta são renovadas de forma alternada: em um pleito, renova-se um terço das cadeiras; no seguinte, dois terços. Por isso, em determinados anos eleitorais cada estado disputa duas vagas simultaneamente, e não apenas uma. É esse o cenário atual em São Paulo, o que explica a existência de dois votos para senador na mesma eleição.
O apoio de Salles a Derrite e Prado
Segundo reportagem do SBT News, Ricardo Salles desistiu de sua própria candidatura ao Senado e declarou apoio às candidaturas de Derrite e André do Prado na disputa pelas duas vagas do estado. A matéria registra que Salles tinha a candidatura deferida pela Justiça Eleitoral e que a mudança de posição ocorreu na reta final da campanha, às vésperas do primeiro turno, marcado para um domingo. Trata-se de uma declaração política de apoio, não de um resultado eleitoral ou de uma indicação numérica oficial: a decisão sobre qual candidato receberá o voto em cada uma das duas vagas continua sendo exclusiva de cada eleitor.
É importante frisar que essa movimentação de apoio, tal como registrada pela fonte consultada, refere-se especificamente a Derrite e Prado Senado. Nenhuma outra candidatura foi mencionada nas evidências apuradas, e por isso este texto não atribui apoio de Salles a nomes que não constam da reportagem original.

A ordem dos votos na urna eletrônica
Para além do debate político, existe uma orientação técnica e oficial sobre a sequência de votação. De acordo com nota do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o eleitor registra seis escolhas em sequência definida: primeiro o deputado federal, depois o deputado estadual ou distrital, em seguida o senador da primeira vaga, depois o senador da segunda vaga, na sequência o governador e, por último, o presidente da República. Essa mesma ordem é confirmada em outra publicação do TSE, que detalha o fluxo de votação na urna eletrônica para o pleito.
Essa é a orientação oficial do TSE, e não uma recomendação editorial: a urna apresenta as telas nessa sequência fixa, independentemente do estado ou da quantidade de candidatos concorrendo. Por isso, ao pensar em como votar no Senado 2026, o eleitor deve lembrar que os dois votos para senador aparecem em telas separadas, uma logo após a outra, intercaladas entre a votação para deputado estadual e a votação para governador.
Colinha eleitoral 2026: ordem dos cargos

Monte sua própria colinha para São Paulo
Além da colinha oficial que será inserida pela redação, o eleitor pode organizar sua própria lista de escolhas. O site do Nando Pinheiro disponibiliza uma ferramenta para isso: monte sua colinha para São Paulo. A página permite organizar candidatos e números escolhidos antes da votação, mas é sempre recomendável conferir os dados oficiais do TSE antes de usar qualquer colinha, inclusive a que for divulgada aqui.
O que fica confirmado até agora
- Fato confirmado pelo TSE: a urna eletrônica segue uma ordem fixa de votação, com os dois votos para senador aparecendo em telas consecutivas, entre a eleição para deputado estadual e a eleição para governador.
- Declaração política: Ricardo Salles afirmou apoio às candidaturas de Derrite e André do Prado nas duas vagas ao Senado por São Paulo, conforme reportagem do SBT News, após desistir de sua própria candidatura na reta final da campanha.
- Orientação prática: a colinha eleitoral, segundo o próprio TSE, serve para ajudar o eleitor a lembrar os números dos candidatos, seguindo a mesma sequência apresentada na urna.
Diante desse cenário, o eleitor que quiser preencher corretamente os dois votos para o Senado deve, antes de tudo, confirmar os números oficiais dos candidatos de sua preferência junto às fontes eleitorais confiáveis, sem se basear em suposições. A colinha validada pela redação será inserida no espaço indicado assim que passar pela conferência necessária.
Fontes consultadas
- https://sbtnews.sbt.com.br/noticia/eleicoes/ricardo-salles-desiste-do-senado-e-apoia-derrite-e-prado
- https://www.tse.jus.br/comunicacao/noticias/2026/Agosto/colinha-eleitoral-ajuda-a-lembrar-os-numeros-de-candidatos-nas-eleicoes-2026
- https://www.tse.jus.br/comunicacao/noticias/2026/Marco/eleicoes-2026-conheca-a-ordem-de-votacao-na-urna-eletronica
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