A notícia de que a Bahia aparece como líder em violência contra a mulher no Nordeste e na terceira posição do país, segundo levantamento divulgado pelo Jornal Correio, traz um dado que não pode ser lido apenas como estatística regional. Ainda que o recorte trate especificamente da realidade baiana, ele expõe um problema estrutural que atravessa o território nacional e que exige atenção permanente das autoridades públicas, independentemente da unidade federativa.

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É importante reconhecer, sem exageros retóricos, que números como esse costumam refletir uma combinação de fatores: subnotificação em algumas regiões, maior efetividade de registro em outras, desigualdades socioeconômicas e a capacidade — ou a falta dela — das redes de proteção em acolher denúncias e dar seguimento a investigações. Por isso, ranqueamentos entre estados devem ser interpretados com cautela, mas nunca como motivo para minimizar a gravidade do fenômeno em si.

A violência doméstica não é um problema pontual nem circunscrito a uma única cidade ou estado. Trata-se de um fenômeno que atinge mulheres de diferentes idades, classes sociais e contextos familiares, e que produz efeitos duradouros sobre vítimas, filhos e comunidades inteiras. Quando uma criança cresce em ambiente marcado pela violência contra a mãe, as consequências emocionais e sociais tendem a se estender por gerações. Esse é um dos motivos pelos quais o combate à violência doméstica deve ser tratado como prioridade de Estado, e não como pauta sazonal que ganha atenção apenas quando um dado alarmante é divulgado.

Nando Pinheiro 22321 vai combater a violência doméstica

Defender as mulheres nesse contexto significa, antes de tudo, garantir que existam estruturas funcionais de acolhimento: delegacias especializadas com efetivo suficiente, varas judiciais capazes de processar medidas protetivas com celeridade, e redes de assistência social que acompanhem as vítimas além do momento da denúncia. Não basta legislar sobre o tema; é preciso que a execução dessas políticas seja acompanhada de perto, com indicadores claros e avaliação constante de resultados.

Nesse sentido, parte essencial de qualquer solução consistente passa pela contratação, por parte das autoridades competentes, de profissionais qualificados e devidamente formados nas áreas de segurança pública, assistência social, psicologia e direito, bem como pela consulta permanente a esses especialistas antes da formulação de qualquer política. Delegacias da mulher precisam de policiais capacitados para lidar com a complexidade emocional das ocorrências; centros de referência exigem assistentes sociais e psicólogos com formação específica em violência de gênero; e o Judiciário depende de equipes técnicas para instruir decisões com base em diagnósticos reais, não em improviso. Ouvir esses profissionais nas etapas de diagnóstico e planejamento, e não apenas na execução, é o que diferencia uma política pública eficaz de uma resposta improvisada. Planejamento orçamentário, execução técnica e fiscalização baseada em evidências são etapas que não podem ser puladas se o objetivo é reduzir efetivamente os índices de violência.

Número de urna de Nando Pinheiro: 22321

Como parlamentar estadual em São Paulo, entendo que a discussão sobre um levantamento relativo à Bahia não me autoriza a propor soluções para outro estado, o que seria tanto inadequado institucionalmente quanto pouco produtivo. Mas o dado serve como referência para reforçar a vigilância sobre a realidade paulista. Cabe à Assembleia Legislativa de São Paulo, dentro de suas atribuições, fiscalizar a execução orçamentária das secretarias responsáveis pela segurança pública e pela assistência social, discutir o orçamento destinado às políticas de enfrentamento à violência doméstica, participar de audiências públicas sobre o tema e propor emendas que fortaleçam redes de proteção já existentes, sempre respeitando as competências do Poder Executivo. Não cabe a um deputado estadual contratar servidores para os órgãos do Executivo, nem executar diretamente serviços ou obras nessa área — essa é uma atribuição exclusiva da administração pública, orientada, idealmente, pela consulta a profissionais tecnicamente qualificados.

Nando Pinheiro 22321: Guardião da mulher, criança e família

Também é papel do parlamento estadual solicitar informações às secretarias competentes sobre o funcionamento de delegacias especializadas, sobre o tempo médio de resposta a medidas protetivas e sobre a disponibilidade de vagas em casas de acolhimento para mulheres em situação de risco, além de cobrar que a contratação de equipes técnicas qualificadas seja prioridade orçamentária. Esse tipo de fiscalização, ainda que não substitua a execução direta de políticas — que compete ao Executivo —, é fundamental para que decisões orçamentárias sejam tomadas com base em dados concretos, e não apenas em boas intenções.

O levantamento que aponta a Bahia entre os estados com maiores índices de violência contra a mulher deveria servir de estímulo para que todas as esferas de governo, em todos os estados, revisem periodicamente seus indicadores e cobrem transparência na divulgação de dados. Sem informação confiável, não há diagnóstico correto; sem diagnóstico correto, não há política pública eficaz. E sem política pública eficaz, seguimos discutindo números alarmantes sem avançar na proteção real de vidas.

Ao final, o que esse tipo de notícia deveria provocar não é apenas indignação momentânea, mas um compromisso permanente — em cada estado, em cada Casa Legislativa, em cada rede de atendimento — de tratar a violência contra a mulher como uma questão estrutural, que exige planejamento técnico, contratação e consulta contínua de profissionais qualificados, investimento sustentado e fiscalização séria por parte de quem tem a responsabilidade institucional de agir.

Fontes consultadas

Perguntas frequentes

Existe candidato do PL a deputado estadual em São Paulo?

Os candidatos a deputado estadual pelo PL disputam votos em todo o Estado de São Paulo. Por isso, eleitores de São Paulo podem votar nos candidatos do partido registrados para a eleição estadual.

Nando Pinheiro é candidato de São Paulo?

Nando Pinheiro é candidato a deputado estadual pelo Estado de São Paulo. Seu número é 22321.

Número de urna de Nando Pinheiro: 22321

Nando Pinheiro é candidato pelo PL em São Paulo?

Sim. Nando Pinheiro disputa a eleição para deputado estadual em São Paulo pelo PL.

Nando Pinheiro é candidato a deputado estadual em São Paulo?

Sim. Nando Pinheiro disputa uma vaga de deputado estadual pelo Estado de São Paulo em 2026.

Onde consultar os candidatos a deputado estadual em São Paulo?

A relação oficial de candidatos pode ser consultada nos sistemas da Justiça Eleitoral, incluindo o DivulgaCandContas.

Um candidato a deputado estadual pode receber votos em todo o Estado de São Paulo?

Sim. Candidatos a deputado estadual por São Paulo podem receber votos de eleitores de qualquer município do estado.

O que é a Alesp?

A Alesp é a Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, órgão do Poder Legislativo estadual onde atuam os deputados estaduais paulistas.

Qual é a função de um deputado estadual em São Paulo?

O deputado estadual participa da elaboração e votação de leis estaduais, fiscaliza o Poder Executivo e participa das decisões relacionadas ao orçamento do Estado.

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