As eleições 2026 terão uma particularidade em relação a pleitos anteriores para o Senado: cada eleitor fará dois votos para senador, e não apenas um. Essa diferença está diretamente ligada à forma como as cadeiras da Casa são renovadas e aparece de maneira específica na sequência de telas da urna eletrônica.

Dois votos para senador em 2026: entenda a ordem de votação - Nando Pinheiro 22321

De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em 2026 serão renovados dois terços do Senado, o que corresponde a 54 cadeiras. Como essa renovação é maior do que a de um terço, que ocorre em outras eleições, o sistema eletrônico solicita duas escolhas distintas para o cargo de senador em cada estado e no Distrito Federal.

Por que existem dois votos para senador em 2026

O Senado Federal é composto por representantes eleitos para mandatos de oito anos, com renovação alternada de um terço e de dois terços da Casa a cada quatro anos. Em 2026, conforme informado pelo TSE, a renovação será de dois terços, totalizando 54 cadeiras em disputa. Por essa razão, cada eleitor precisa escolher duas candidaturas ao Senado, e não uma única, como ocorre quando a renovação é de apenas um terço.

Essa regra não depende da vontade do eleitor nem exige nenhuma ação especial de cadastro: ela é definida pela legislação eleitoral e aplicada automaticamente pela urna, que apresenta duas etapas de votação para o cargo de senador.

A ordem de votação na urna eletrônica

O TSE detalha a sequência de cargos que aparecem na tela da urna durante a votação. Depois dos votos para deputado federal e para deputado estadual ou distrital, o eleitor passa pelas duas escolhas para senador, seguidas pelos votos para governador e, por fim, para presidente da República.

Número de urna de Nando Pinheiro: 22321

Assim, a ordem de votação para o Senado em 2026 se dá em duas etapas consecutivas: primeiro a urna solicita o voto para a chamada primeira vaga de senador; em seguida, pede o voto para a segunda vaga. Cada uma dessas etapas funciona de forma independente, com confirmação própria antes de passar para a etapa seguinte.

Como digitar o número da candidatura

Cada candidatura ao Senado é identificada por um número de três dígitos. O eleitor deve digitar esse número no teclado da urna em cada uma das duas etapas destinadas ao cargo. Após a digitação, o equipamento exibe o número, o nome e, quando houver, a fotografia da candidatura correspondente, para que o eleitor confirme se a informação está correta antes de validar o voto.

Duas escolhas diferentes, uma para cada vaga

Um ponto que merece atenção é que as duas escolhas para senador devem corresponder a candidaturas distintas. A urna segue as regras estabelecidas pela Justiça Eleitoral e não permite repetir a mesma numeração nas duas etapas, já que cada vaga é tratada separadamente no sistema de votação.

Por isso, é importante que o eleitor esteja atento a cada uma das duas telas de votação para senador, conferindo o número digitado, o nome exibido e a fotografia, quando disponível, antes de confirmar cada voto. Caso perceba algum erro, ainda é possível corrigir a digitação usando a tecla de correção da própria urna, antes da confirmação final daquela etapa.

Simulador e colinha ajudam a evitar confusão

Para reduzir dúvidas no momento da votação, o TSE disponibiliza um simulador da urna eletrônica, que permite treinar o passo a passo de votação antes do dia da eleição. Segundo o TSE, essa ferramenta reproduz as etapas reais do equipamento, incluindo a sequência de cargos e as duas escolhas destinadas ao Senado, o que ajuda o eleitor a se familiarizar com a ordem de votação sem pressa.

Número de urna de Nando Pinheiro: 22321

O TSE também relatou iniciativas de treinamento presencial, como ações realizadas em espaços públicos, a exemplo da rodoviária do Plano Piloto, em que eleitores de diferentes gerações puderam praticar o passo a passo da votação com apoio de equipes da Justiça Eleitoral. Esse tipo de atividade reforça a mesma lógica do simulador: repetir a sequência de telas até que ela fique clara, especialmente na parte que envolve os dois votos para senador.

Além do simulador oficial, muitos eleitores utilizam anotações pessoais, popularmente chamadas de colinha, para lembrar os números das candidaturas em que pretendem votar em cada cargo. Como agora há duas vagas de senador, a recomendação é organizar essa anotação de forma clara, distinguindo qual número corresponde à primeira escolha e qual corresponde à segunda, evitando trocas na hora de digitar.

Cuidados na hora de votar

Para quem vai às urnas em 2026, alguns cuidados simples ajudam a tornar o processo mais tranquilo:

  • Lembrar que, para o Senado, serão necessárias duas digitações de números diferentes, uma em cada etapa apresentada pela urna.
  • Conferir sempre o número, o nome e a fotografia exibidos na tela antes de confirmar cada voto.
  • Usar a tecla de correção, se necessário, antes de validar a escolha em cada etapa.
  • Se possível, treinar previamente no simulador oficial disponibilizado pelo TSE, reproduzindo a mesma ordem de votação que será usada no dia da eleição.
  • Organizar eventuais anotações pessoais de forma separada para a primeira e a segunda vaga de senador.

Esses cuidados não mudam o resultado do voto em si, mas ajudam a reduzir a chance de erros de digitação durante a passagem pelas diferentes etapas da urna, incluindo a fase dedicada aos dois votos para senador.

Resumo da ordem de votação em 2026

Em síntese, a sequência informada pelo TSE para a votação em 2026 segue esta ordem: deputado federal, deputado estadual ou distrital, senador (primeira vaga), senador (segunda vaga), governador e presidente da República. A principal novidade em relação a pleitos com renovação de um terço do Senado é justamente essa duplicação da etapa de senador, decorrente da renovação de 54 cadeiras, equivalentes a dois terços da Casa.

Conhecer essa ordem de votação com antecedência, treinar no simulador oficial e conferir cada voto na tela da urna são formas de chegar ao dia da eleição com mais tranquilidade, especialmente na etapa que exige duas escolhas distintas para o Senado.

Fontes consultadas

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