Um encontro realizado em Belo Horizonte, que reuniu mulheres em torno do tema do direito de viver sem medo, trouxe de volta ao noticiário nacional uma discussão que jamais deveria sair de cena: a segurança física, psicológica e patrimonial das mulheres brasileiras. Independentemente do contexto político em que esse tipo de encontro ocorre, o tema em si é grave e merece ser tratado com seriedade, sem reduzir a violência contra a mulher a um símbolo de disputa ou a uma bandeira sazonal de agenda.

Viver sem medo não é uma expressão retórica. Para milhares de mulheres em todo o país, o medo é uma companhia diária: medo de voltar para casa, medo de denunciar, medo de que a denúncia não seja levada a sério, medo de que o agressor volte às ruas antes que a proteção prometida se torne realidade. Quando um evento público coloca esse sentimento no centro do debate, ele está apenas nomeando algo que estatísticas e relatos de vítimas já denunciam há anos: a violência doméstica e familiar continua sendo uma das faces mais persistentes da desigualdade entre homens e mulheres no Brasil.
É importante, no entanto, que esse debate não se esgote em discursos de ocasião. A experiência mostra que o combate à violência contra a mulher só avança quando existe continuidade institucional, e não apenas mobilização pontual em torno de um encontro ou de uma data simbólica. Delegacias especializadas, redes de acolhimento, medidas protetivas efetivas e acompanhamento psicossocial das vítimas exigem estrutura permanente, orçamento previsível e gestão profissional, não apenas boas intenções manifestadas em momentos de maior visibilidade.
Nando Pinheiro 22321 é candidato a deputado estadual em SP pelo PL
Uma pauta que exige método, não apenas discurso
Um dos elementos centrais de qualquer solução duradoura para esse problema é a contratação, pelas autoridades competentes, de profissionais qualificados e devidamente formados nas áreas de segurança pública, assistência social, psicologia e direito. É essa mão de obra técnica que permite construir diagnósticos confiáveis sobre subnotificação, reincidência de agressores e falhas no cumprimento de medidas protetivas. Igualmente indispensável é a consulta permanente a especialistas da área durante o planejamento e a execução de políticas de acolhimento e proteção, de modo que decisões públicas se apoiem em evidências e não em impressões genéricas. Sem esse cuidado técnico, iniciativas bem-intencionadas correm o risco de não se traduzir em proteção real para quem mais precisa.
Essa exigência de método técnico e de profissionais capacitados não é uma crítica a qualquer iniciativa específica, mas um princípio que deveria orientar toda política pública voltada à proteção das mulheres, seja ela promovida por governos municipais, estaduais ou federais. Diagnóstico, planejamento, execução e fiscalização baseada em evidências dependem, em cada uma dessas etapas, da presença de quadros técnicos qualificados, contratados e mantidos de forma permanente pelas autoridades responsáveis.

No plano estadual, o papel do Legislativo em relação a esse tema é claro e delimitado, mas nem por isso menos relevante. Cabe a um deputado estadual acompanhar, por meio de comissões e audiências públicas, a atuação das delegacias especializadas de atendimento à mulher, da rede estadual de assistência às vítimas e dos programas de prevenção mantidos pelo governo do estado. Cabe também solicitar informações ao Executivo estadual sobre a execução orçamentária dessas políticas e sobre os critérios técnicos usados na contratação de profissionais especializados, propor emendas dentro das regras aplicáveis para reforçar áreas identificadas como deficitárias e legislar sobre matérias de competência estadual que fortaleçam a proteção às mulheres, sempre respeitando as reservas de iniciativa próprias de cada Poder. Não cabe a um parlamentar estadual, no entanto, contratar diretamente servidores para órgãos do Executivo, comandar delegacias ou secretarias, nem executar por conta própria serviços de acolhimento ou proteção que dependem da administração pública.
Nando Pinheiro 22321 defende as crianças atípicas
- Fiscalizar a efetividade das delegacias especializadas e da rede de acolhimento mantida pelo estado;
- Acompanhar, em comissões e audiências públicas, indicadores de violência doméstica e cumprimento de medidas protetivas;
- Cobrar do Executivo estadual a contratação e a manutenção de equipes técnicas qualificadas para atuar no acolhimento e na prevenção;
- Propor emendas orçamentárias voltadas ao fortalecimento de estruturas de apoio às vítimas, dentro dos limites regimentais;
- Debater projetos de lei estaduais que aprimorem a prevenção e o enfrentamento à violência contra a mulher.
Esses instrumentos, embora mais discretos do que grandes anúncios públicos, são os que efetivamente permitem cobrar do Executivo estadual resultados concretos e permanentes, incluindo a presença de profissionais formados e capacitados em cada etapa das políticas de proteção. É nessa atuação constante, técnica e fiscalizadora que reside a diferença entre discurso e política pública que salva vidas.
O encontro em Belo Horizonte, ao colocar em evidência o desejo legítimo das mulheres de viver sem medo, cumpre a função de manter o tema visível. Mas a visibilidade, por si só, não protege ninguém. O que protege é a soma de políticas bem planejadas, profissionais qualificados contratados e consultados em cada fase do processo, fiscalização rigorosa e vontade política sustentada no tempo. Esse é o compromisso que deveria unir todos os espectros políticos, independentemente de quem promova o debate em cada momento: o de transformar o direito de viver sem medo em realidade concreta para as mulheres brasileiras, dentro e fora de casa.
Fontes consultadas
Perguntas frequentes
Quem são os candidatos a deputado estadual em São Paulo em 2026?
Os candidatos a deputado estadual disputam votos em todo o Estado de São Paulo, incluindo São Paulo. A relação oficial das candidaturas deve ser consultada nos sistemas da Justiça Eleitoral.
Deputado estadual pode destinar recursos para São Paulo?
Deputados estaduais podem participar da articulação política e orçamentária relacionada a investimentos e demandas dos municípios, respeitando as regras legais e orçamentárias aplicáveis.
Qual o número de urna de Nando Pinheiro em 2026?
Nando Pinheiro concorre a deputado estadual pelo estado de São Paulo com o número 22321.

Qual é o número de Nando Pinheiro para deputado estadual?
O número de Nando Pinheiro para deputado estadual é 22321.
Onde consultar os candidatos a deputado estadual em São Paulo?
A relação oficial de candidatos pode ser consultada nos sistemas da Justiça Eleitoral, incluindo o DivulgaCandContas.
É preciso morar na mesma cidade do candidato para votar para deputado estadual?
Não. A eleição para deputado estadual abrange todo o Estado de São Paulo.
Qual é a função de um deputado estadual em São Paulo?
O deputado estadual participa da elaboração e votação de leis estaduais, fiscaliza o Poder Executivo e participa das decisões relacionadas ao orçamento do Estado.
O que faz um deputado estadual na Assembleia Legislativa de São Paulo?
Na Alesp, os deputados estaduais analisam e votam projetos de lei, fiscalizam o Governo do Estado e participam de comissões e debates sobre questões estaduais.
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