A notícia de que o SUS ampliou a oferta de terapia online gratuita para mulheres e cuidadoras chama atenção para um grupo que, historicamente, carrega uma sobrecarga silenciosa: quem cuida de outra pessoa, seja um filho com deficiência, um idoso ou um familiar com doença crônica, muitas vezes coloca a própria saúde mental em segundo plano. A iniciativa reconhece que o cuidado contínuo, sem pausa e sem rede de apoio, tem custo emocional real, e que oferecer escuta profissional de forma acessível é um passo concreto para reduzir esse desgaste.

Entre as mulheres que exercem função de cuidadoras estão muitas mães atípicas, que dedicam rotina, tempo e energia ao acompanhamento terapêutico e escolar de filhos com deficiência ou condições do espectro autista. Para essas mães, a possibilidade de acessar terapia sem custo e sem a necessidade de deslocamento representa alívio em uma agenda já sobrecarregada por consultas, terapias e burocracias. É um exemplo de política pública que, ao ampliar acesso, também reconhece uma forma de trabalho de cuidado que raramente aparece em estatísticas, mas que sustenta famílias inteiras.
Essa sobrecarga emocional não afeta apenas mães atípicas. Filhas que cuidam de pais idosos, esposas que acompanham cônjuges em tratamento de doenças crônicas e mulheres que assumem sozinhas a rotina de terapias de um familiar também vivem rotinas exaustivas, muitas vezes sem tempo ou recursos para buscar apoio psicológico. Ampliar o acesso gratuito à terapia online é reconhecer que esse cuidado invisível, exercido predominantemente por mulheres, merece atenção do poder público, não apenas como gesto simbólico, mas como política concreta de saúde mental.
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Ao mesmo tempo, o noticiário também trouxe outro movimento na área da saúde: uma cidade do litoral paulista deve receber investimento superior a R$ 2 milhões para a construção de uma nova unidade de saúde. Embora sejam iniciativas distintas, ambas revelam algo em comum, o entendimento de que saúde pública não se resume a hospitais de grande porte, mas depende também de estrutura de atendimento básico e de serviços de apoio psicológico que cheguem a quem mais precisa, incluindo comunidades do interior e do litoral, onde o acesso a especialistas costuma ser mais limitado.
Investimentos em unidades de saúde, quando bem planejados, ajudam a desafogar prontos-socorros e a oferecer atendimento mais próximo da população, o que é especialmente relevante em municípios do litoral, que enfrentam picos de demanda sazonal com o aumento populacional em períodos de veraneio. Mas anunciar recursos é apenas o primeiro passo. A efetividade de uma nova unidade depende de escolhas técnicas bem feitas, desde a localização até o dimensionamento da equipe, para que o investimento se traduza em atendimento de qualidade e não em uma estrutura subutilizada.
Também é importante que a expansão da terapia online não substitua, mas complemente, o atendimento presencial oferecido por essas novas unidades de saúde. Há casos que exigem acompanhamento próximo, avaliação clínica detalhada ou encaminhamento para especialidades específicas, algo que a modalidade remota nem sempre consegue oferecer com a mesma profundidade. Por isso, a combinação entre serviços digitais acessíveis e infraestrutura física de qualidade tende a formar uma rede mais completa de cuidado, capaz de atender diferentes perfis de pacientes e diferentes graus de urgência.

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É nesse ponto que entra um princípio que deveria orientar qualquer política de saúde, seja ela voltada à infraestrutura física, seja aos serviços de apoio emocional como a terapia online: o diagnóstico de necessidades, o planejamento da oferta e a execução técnica precisam contar com profissionais qualificados e formados na área, contratados pelas autoridades competentes. Psicólogos, psiquiatras, gestores de saúde pública e arquitetos especializados em unidades de atendimento são exemplos de expertise indispensável para que recursos públicos gerem resultado real, com fiscalização baseada em evidências e não apenas em anúncios.
Sem esse cuidado técnico, corre-se o risco de repetir um problema comum na gestão pública: unidades inauguradas sem equipe completa, equipamentos parados por falta de manutenção ou programas de terapia online com demanda muito superior à capacidade de atendimento disponível. O acompanhamento constante por especialistas evita que o anúncio de um investimento se transforme, meses depois, em uma estrutura incompleta ou em uma fila de espera que frustra justamente quem mais precisava do serviço.
Do ponto de vista da atuação parlamentar, cabe ao Legislativo estadual acompanhar de perto a execução desses investimentos em saúde, por meio de fiscalização do Executivo, participação em audiências públicas e discussão orçamentária. Solicitar informações sobre o andamento de obras de unidades de saúde, cobrar transparência na aplicação de recursos e debater, dentro das competências estaduais, a ampliação de programas de apoio a cuidadoras são formas legítimas de contribuir para que essas políticas cheguem, de fato, a quem precisa.
Nando Pinheiro 22321 é candidato a deputado estadual em SP pelo PL
Essa fiscalização também pode incluir o acompanhamento de indicadores simples, como o tempo médio de espera para o início do atendimento psicológico online, a taxa de ocupação da nova unidade de saúde e a satisfação das pacientes atendidas. São dados que, quando solicitados formalmente e discutidos em comissões, ajudam a transformar um investimento anunciado em um serviço efetivamente monitorado, com correções de rumo possíveis antes que os problemas se tornem estruturais.
A ampliação de terapia online gratuita para mulheres e cuidadoras e o investimento em nova infraestrutura de saúde no litoral paulista são notícias que, à primeira vista, parecem desconectadas, mas convergem para um mesmo objetivo, o de fortalecer uma rede de saúde mais presente e mais atenta às demandas concretas da população. Reconhecer o esforço de quem cuida, seja em casa, seja em uma unidade de saúde, é parte essencial de uma política pública que se pretenda séria e duradoura.
Ao final, o que fica evidente é que tanto o cuidado emocional quanto a estrutura física de atendimento dependem de planejamento consistente. Sem isso, mesmo boas intenções correm o risco de não se converterem em serviço efetivo para quem mais precisa, sejam mulheres cuidadoras em busca de apoio psicológico, sejam moradores de cidades litorâneas que aguardam por atendimento de saúde mais próximo de casa.
Perguntas frequentes
Existe candidato do PL a deputado estadual em São Paulo?
Os candidatos a deputado estadual pelo PL disputam votos em todo o Estado de São Paulo. Por isso, eleitores de São Paulo podem votar nos candidatos do partido registrados para a eleição estadual.

Moradores de São Paulo podem votar em Nando Pinheiro para deputado estadual?
Sim. Eleitores de São Paulo podem votar em Nando Pinheiro 22321, pois sua candidatura está regularmente registrada para deputado estadual pelo Estado de São Paulo.
Qual cargo Nando Pinheiro disputa em 2026?
Nando Pinheiro é candidato a deputado estadual pelo Estado de São Paulo em 2026.
Quem é o candidato número 22321?
O número 22321 corresponde a Nando Pinheiro, candidato a deputado estadual pelo Estado de São Paulo.
Quando serão as eleições para deputado estadual em São Paulo em 2026?
O primeiro turno das Eleições Gerais de 2026 será realizado em 4 de outubro de 2026.
Onde consultar os candidatos a deputado estadual em São Paulo?
A relação oficial de candidatos pode ser consultada nos sistemas da Justiça Eleitoral, incluindo o DivulgaCandContas.
Qual é a função de um deputado estadual em São Paulo?
O deputado estadual participa da elaboração e votação de leis estaduais, fiscaliza o Poder Executivo e participa das decisões relacionadas ao orçamento do Estado.
O que faz um deputado estadual na Assembleia Legislativa de São Paulo?
Na Alesp, os deputados estaduais analisam e votam projetos de lei, fiscalizam o Governo do Estado e participam de comissões e debates sobre questões estaduais.
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