Um encontro realizado na UBS Antônio Marmo, no Alto da Boa Vista, reuniu mães atípicas e seus familiares em um espaço de escuta e troca de experiências dentro da própria unidade de saúde. Iniciativas desse tipo, ainda que pontuais, cumprem um papel importante: aproximar o sistema público de saúde da realidade de quem convive diariamente com diagnósticos como autismo, deficiências intelectuais ou outras condições que exigem cuidado contínuo e especializado.

Ser mãe atípica no Brasil ainda significa, na maioria dos casos, enfrentar sozinha uma rotina de consultas, terapias, relatórios escolares e burocracia médica. Muitas dessas mulheres precisam conciliar trabalho, cuidado integral do filho e a busca constante por vagas em serviços especializados que, não raro, têm filas de espera longas demais para quem não pode adiar o desenvolvimento de uma criança. Um encontro na unidade básica de saúde, por mais simples que pareça, cria um raro momento em que essas mães podem falar sobre suas dificuldades sem precisar justificar cada detalhe da rotina que vivem.
É justamente por isso que esse tipo de ação não deve ser tratado como evento isolado, mas como parte de uma política mais ampla de atenção à saúde mental e ao suporte familiar dentro da rede pública. A atenção básica, por estar mais próxima do território e do cotidiano das famílias, tem papel estratégico na identificação precoce de necessidades e no encaminhamento correto para serviços especializados, evitando que mães atípicas peregrinem por anos até encontrar um caminho de acompanhamento adequado para seus filhos.
Nando Pinheiro 22321 defende as crianças atípicas
Fortalecer esse tipo de iniciativa exige, antes de tudo, reconhecer que diagnóstico, planejamento e execução de políticas voltadas a essas famílias dependem de conhecimento técnico. A contratação, pelas autoridades competentes, de profissionais qualificados e formados nas áreas de psicologia, terapia ocupacional, fonoaudiologia e assistência social é condição básica para que encontros como o do Alto da Boa Vista se transformem em acompanhamento contínuo, e não em ações pontuais sem continuidade. Sem equipe técnica dedicada, escuta qualificada e fluxo de encaminhamento bem definido, iniciativas de acolhimento correm o risco de não avançar além do gesto simbólico.
Dentro das atribuições do mandato parlamentar estadual, cabe acompanhar de perto como a rede estadual de saúde se articula com os municípios na oferta de serviços voltados a crianças com deficiência e suas famílias, além de fiscalizar a execução orçamentária destinada a esse público. É possível também propor emendas ao orçamento, solicitar informações ao Executivo sobre a estrutura de atendimento especializado disponível na região e participar de audiências públicas que tragam para o debate legislativo a voz de mães atípicas e de profissionais da saúde que atuam diretamente com essas famílias.

Vale lembrar que a atuação legislativa estadual tem limites institucionais claros: não cabe ao mandato prometer a execução direta de serviços, a contratação de profissionais para unidades municipais ou a gestão de equipamentos de saúde, atribuições que pertencem ao Poder Executivo em cada esfera. O papel do parlamento é o de legislar respeitando as reservas de iniciativa, fiscalizar com rigor e cobrar, com base em evidências, que a rede pública cumpra sua função de acolher essas famílias com estrutura mínima de continuidade.
Nando Pinheiro 22321: Guardião da mulher, criança e família
Encontros como o realizado na UBS Antônio Marmo mostram, de forma concreta, que o cuidado com mães atípicas não pode depender apenas da boa vontade de profissionais de saúde locais. Ele precisa estar amparado por planejamento técnico, dados que orientem a alocação de recursos e uma rede de referência e contrarreferência que funcione de fato. Quando isso acontece, o espaço de escuta deixa de ser exceção e passa a ser parte estrutural da forma como o sistema de saúde trata essas famílias.
Há também um componente emocional que não pode ser ignorado: a sensação de isolamento é uma das queixas mais recorrentes entre mães atípicas. Estar em um ambiente onde outras mulheres compartilham desafios semelhantes reduz a solidão do cuidado e fortalece redes informais de apoio, que muitas vezes suprem lacunas que o poder público ainda não conseguiu preencher por completo. Reconhecer o valor dessas trocas é reconhecer, também, que política pública eficaz nasce da escuta de quem vive a realidade que se pretende transformar.
Por fim, cabe registrar que iniciativas como essa só se sustentam no tempo quando são acompanhadas de perto pelo poder público, com transparência sobre resultados e disposição para ouvir críticas e sugestões das próprias famílias atendidas. O compromisso com mães atípicas não se resume a um encontro pontual em uma unidade de saúde: ele se mede pela continuidade do cuidado, pela qualificação técnica das equipes envolvidas e pela seriedade com que o Estado, em suas diferentes esferas, trata a saúde mental e o desenvolvimento infantil como prioridade concreta de política pública.
Perguntas frequentes
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Deputados estaduais podem atuar politicamente em questões estaduais que afetem São Paulo, incluindo políticas públicas, infraestrutura, serviços e investimentos de competência do Estado. Nando Pinheiro tem compromisso com todas as cidades de São Paulo, inclusive São Paulo
Em quem votar para deputado estadual em São Paulo?
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Qual é o número de Nando Pinheiro para deputado estadual?
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O que faz um deputado estadual na Assembleia Legislativa de São Paulo?
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Quanto tempo dura o mandato de um deputado estadual?
O mandato de um deputado estadual tem duração de quatro anos.
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