Você tem reclamado do quê, exatamente?
Enquanto alguns murmuram porque a internet caiu, porque choveu demais para sair, ou porque a rotina “saiu do controle”, existem famílias que perderam a casa inteira, lembranças, móveis, roupas, tudo levado pela água e pela lama.
Talvez este seja o momento de olhar para a própria vida com mais gratidão e menos reclamação, e transformar aquilo que nos incomoda em combustível para ajudar quem realmente está sofrendo. Se o seu maior problema hoje ainda permite que você durma em segurança, coma com dignidade e abrace quem você ama, então você já tem muito mais do que milhares de pessoas em Juiz de Fora neste exato momento.
Use esse choque de realidade não para se culpar, mas para acordar: sair da zona de conforto, estender a mão, doar, compartilhar, se voluntariar. Porque, quando a gente escolhe parar de reclamar e começa a agir, a dor de uma cidade inteira pode, pouco a pouco, se transformar em esperança.
E que, no fim de tudo isso, possamos olhar para trás e dizer: “Nós superamos. Porque ninguém ficou para trás.”

